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MESTRE SIMONAL
Nome Completo:
Jorge Jeremias de Campos
Função:
Mestre de Bateria da União Imperial
Cidade Natal:
Santos
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Como você se interessou pela música e, mais especificamente, pelos instrumentos de percussão?
Quando criança eu vivia batucando nas latas de leite em pó, fingindo tocar uma bateria. Também imitava artistas de TV e colecionava muitas figurinhas. Minha família sempre foi muito musical: meu avô era um violonista muito conhecido nas noites seresteiras de nossa Cidade e meu pai, baliza de blocos carnavalescos – “Dengosas do Marapé". Aí está toda influência musical de minha vida.
Na condição de fundador e também como Mestre de Bateria, são mais de 30 anos de trajetória com a União Imperial. O que representa para você ter sido uma das 27 pessoas que criaram a escola e hoje, poder vê-la entre as principais agremiações do Carnaval Santista?
Um sonho realizado, para que possamos desfrutar. Na realidade, comecei no Império do Samba e tinha comigo que só sairia dali se fosse para fundar a minha própria escola – e especificamente no meu bairro, o meu querido Marapé. Então, juntamente com outros amigos e meus primos, tivemos a feliz idéia de criar a nossa União Imperial. Tive o prazer de dar o primeiro nome, pois na época não havia nenhuma escola chamada “União” e, como estávamos unindo dois barros, nada melhor e mais sugestivo.
Em sua opinião, quais os desfiles mais marcantes da União Imperial e, conseqüentemente, de sua bateria, ao longo da história?
Em toda história dos nossos desfiles, os que me marcaram mais foram o de 1977 – o primeiro – e o de 1986, com o maior número de componentes dentro de uma escola e de uma bateria em Santos. Não foi fácil comandarmos 340 ritmistas.
Em linhas gerais, quais as principais virtudes que uma bateria deve apresentar para se sair bem num desfile? E como você procura desenvolvê-las junto à bateria da União Imperial?
A grande virtude de uma bateria é a cadência rítmica, pois ela é que dá toda a característica da movimentação da escola e impõe o seu padrão. Ela deve estar bem ensaiada, os naipes bem divididos e com boas inovações, pois é uma verdadeira família, que tem o som percussivo como seu “pai”. Hoje contamos com 150 ritmistas na União Imperial.
Fale um pouco sobre os projetos sociais que você desenvolve na União Imperial e em outras instituições. Qual a importância do aprendizado musical para as crianças e adolescentes?
Atualmente atuo juntamente com a empresa Atsei na quadra da União Imperial, Educandário Anália Franco e no Projeto Igreja Margarida Maria, da Prefeitura Municipal de Santos. Nestes projetos procuramos dar assistência musical e social às crianças e adolescentes. E nosso maior orgulho é ver alguns alunos formados em nossos projetos hoje trabalhando no mercado musical. Isto nos dá uma felicidade imensa.




