SINOPSE
DO ENREDO
Autor: Dionaldo Farias
Visão, audição, tato, olfato e
paladar.
Cinco sentidos para ver,
ouvir, tocar, cheirar e saborear.
Mas há ainda uma
intuição, uma sabedoria
interior.
Um sexto sentido para quem
souber usar.
É a
UNIÃO de todos eles que inspirou nosso Carnaval em
2010.
I
Quem somos? De onde viemos?
No início de tudo, seres das trevas tateavam no infinito em busca de luz.
Por ordem
do Grande Mestre,
então ela se fez.
Surge o soberano-astro rei, para nos aquecer e iluminar.
Ao seu redor, planetas formaram o sistema solar.
Reluz
enfim o universo,
em sua magnífica
arquitetura.
Criada não em sete dias, mas, sim, em sete
etapas,
cada uma compreendendo a bilhões de anos.
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II
Para
habitar o planeta Terra,
o
Criador designou três seres:
os elementais
– terra, água, fogo e ar;
os anjos,
seus mensageiros de proteção,
guia e orientação;
e os seres humanos,
únicos com livre
arbítrio,
criados à sua imagem e semelhança.
Das
figuras de Adão e Eva, a humanidade se
multiplicou.
Deles, herdou os cincos sentidos.
E passou a desvendar o fascinante mundo que a cercava.
III
Sentimentos,
emoções, inspirações,
pensamentos...
Por meio de cada sentido sensorial nos comunicamos e
estabelecemos relações com aos fenômenos
e
acontecimentos da
vida.
Cada um
deles tem um órgão
que envia e recebe informações do
cérebro.
Mas é muito mais do que isso.
Pois os sentidos criam,
transformam
e dão
significados para nossa
existência.
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IV
Os olhos
chegam antes. Abrem
caminho.
A eles revela-se a vida, em todos os seus matizes
e
formas,
metamorfoses e
sombras.
O
fascínio pela visão
levou o homem a reproduzir seu mecanismo.
Na minimalista
lente do microscópio,
nos satélites que captam a imensidão
do
espaço.
Nos “olhos do amor”, encontrou a paixão à primeira vista.
São cenas que despertam a imaginação. E aguçam os outros sentidos.
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V
Com os ouvidos,
escutamos os sons
e
os silêncios de
nossos interlocutores e do
mundo.
A sutil
respiração de
uma
criança, o estrondo de um trovão,
o canto dos pássaros,
a
agitação das grandes
metrópoles.
Nossa audição
encanta-se
diante de
novos ritmos,
cantos
e melodias.
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VI
Sentido
de funções e qualidades
únicas, este é o tato.
Graças à sensibilidade
da pele, maior
órgão do corpo humano,
ele se combina com freqüência aos demais sentidos.
É também os “olhos” do
deficiente visual.
Especificamente
com as mãos
expressamos intenções,
curamos,
afagamos
e confortamos.
O tato é a própria chave
da sobrevivência,
pois,
se a sensação de tocar
e acariciar
outras pessoas
não fosse prazerosa, o sexo
não
existiria.
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VII
O olfato desperta a memória, fazendo o pensamento ir mais longe.
Há
uma infinidade de aromas e
essências:
flores,
ervas,
frutos
e perfumes.
Ao escolher uma fragrância, buscamos um meio de transmitir
nossa personalidade,
sermos percebidos e notados.
Odores,
por sua vez, podem despertar
sensações de alerta
ou tranqüilidade,
conforto ou
incômodo.
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VIII
É
do paladar a
capacidade
de associar sabores ao
instinto,
às emoções
primárias.
Os gostos
doces, salgados, ácidos e amargos
trazem lembranças
das mais
distintas.
Podem nos dar forças,
ânimo, coragem
e até remeter à tristeza.
Combinar
estes sabores com diferentes temperos,
temperaturas,
texturas e alimentos é o segredo
das delícias
da gula.
A língua os identifica e nos tenta, com a sensação da “água na boca”
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IX
O sexto
sentido, ou intuição,
é o verdadeiro nome de nossa sabedoria
interior.
Das culturas
mais primitivas
às mais evoluídas,
sempre existiram pessoas dotadas de
um desenvolvimento maior da mediunidade.
Primeiro,
eram pajés e
feiticeiros.
Depois, profetas, gurus e
mestres.
Hoje, temos os médiuns;
nos terreiros de
umbanda, candomblé,
os chamados pais,
mães e filhos de santo;
e ainda ciganas,
videntes e adivinhos
de toda sorte.
Filósofos,
artistas,
religiosos
e até cientistas
também já demonstraram possuir este dom.
Todos o manifestaram de forma bem caracterizada,
traduzida por efeitos
patentes e visíveis.
E assim
se tornaram seguidos e
cultuados por aqueles
que buscam respostar para aquilo que muitas vezes
vai além do
que podemos entender e sentir.
*
É
assim, como numa linda
visão em verde e rosa, que a
União
Imperial quer ouvir o canto de sua gente,
sentir o toque
de
sua bateria e espalhar no ar a essência do samba,
para
saborear, enfim, uma nova conquista.
É
o que um sexto sentido nos diz.
Santos,
julho de 2009.




